Léo Flores destaca lado emocional da Seletiva: "Cinco jogos muito pesados"

Goleiro do Bonsucesso, no entanto, acredita em equipe equilibrada para reta final


Vale muito, passa rápido e traz uma pressão imensa. A Seletiva do Campeonato Carioca é encarada dessa forma até pelos jogadores mais experientes, como o goleiro Léo Flores, de 38 anos, que defende o Bonsucesso. Ter apenas cinco jogos para definir a sequência da temporada é considerado "um crime" pelo atleta rubro-anil, que ressalta a importância de ter a parte psicológica bem preparada.

- São jogos com peso emocional muito grande. Os cinco jogos são muito pesados, é muita pressão. Já é um campeonato, que no meu entender, é um crime. Você ter que jogar uma Seletiva para disputar o Carioca é a maior covardia que tem com os clubes, principalmente os que subiram da segunda divisão: Goytacaz e América.

- Alguns jogadores já estão acostumados, tem mais bagagem, tem mais carcaça para suportar essas coisas, mas a garotada nova também está correspondendo. Acho que estamos no caminho certo. Estamos fazendo bons jogos. Tem dia que é sorte, a bola entra, e tem dia que não entra. Agora estamos trabalhando para mais essa batalha em Resende. Mais uma guerra para tentar os três pontos. Todos esses jogos são cruciais você vencer. Tem que pensar sempre na vitória, porque empatando você fica longe, dependendo dos resultados dos outros. Vamos com tudo para cima deles para tentar buscar essa classificação tão sonhada - projetou o arqueiro.

Com três pontos conquistados em dois jogos, o Bonsucesso vive uma espécie de meio-termo na fase preliminar da Série A. Uma vitória contra o Resende pode colocar o time da Zona Norte no G-2. Um tropeço, no entanto, complicaria a luta por vaga na etapa principal. Saber viver as nuances que os 90 minutos apresentam é essencial, conforme indica Léo Flores.

- A gente vem tentando consertar qualquer erro possível. É preciso ter erro zero. Estamos trabalhando forte, tentando fazer de tudo para se manter assim, porque qualquer coisa que acontece você toma um gol e fica muito difícil de correr atrás. São jogos em que o adversário se fecha, começa a jogar a bola para fora, vai passando o tempo, é cera... são muitos fatores que envolvem, que toda equipe que está ganhando faz, nós fazemos, então é muita pressão.

Solidez defensiva traz segurança


Com apenas um gol sofrido na Seletiva, o Bonsucesso - ao lado de Macaé e Cabofriense - é o time menos vazado. O bom encaixe do sistema defensivo rendeu elogios de Léo Flores, que vê na retaguarda um ponto forte do Rubro-Anil.

- O lado defensivo é muito forte. A gente consegue correr certinho, fazer as duas linhas que o Marcelo Salles pede. Defensivamente a gente consegue tirar os espaços. Mesmo em bola parada temos um time forte, haja vista que pegamos uma equipe como o Macaé, com jogadores de porte mais alto, e mesmo assim evitamos várias jogadas, vários lances - avaliou o goleiro, que também falou sobre as próprias atuações.

- Graças a Deus tenho conseguido defender bolas boas, tenho feito bons jogos. Perdemos essa partida (contra o Macaé), mas num lance onde o cara foi cruzar e acertou o gol. Temos que contar com a sorte também e dessa vez estava do lado deles. Mas ali atrás estamos bastante concentrados e é um ponto forte do nosso time - concluiu.

O Bonsucesso volta a campo no sábado (6), quando visita o Resende, no Estádio do Trabalhador, às 16h.

Fonte: Futrio.net
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